Liderar sempre do mesmo jeito é confortável. Mas será que é eficaz?
No post anterior, te convidei a usar a IA como um espelho da liderança: uma ferramenta capaz de revelar padrões, vieses e estilos predominantes a partir da própria comunicação.
Mas esse é só o começo.
A IA também pode funcionar como um campo de testes seguro para exercitar novas formas de liderar, especialmente aquelas que não fazem parte do repertório habitual.
É possível, por exemplo, simular situações do cotidiano utilizando diferentes estilos de liderança e observar o que muda.
Como seria tomar uma mesma decisão com uma abordagem mais participativa?
Ou mais diretiva?
O que muda na escuta, na resposta do time, nos riscos envolvidos ou nos aprendizados que surgem?
Isso pode ser feito com um prompt simples, descrevendo o contexto da situação e pedindo à IA uma resposta a partir de um estilo específico de liderança.
O interessante é observar as diferenças e refletir sobre o impacto de cada abordagem.
Esse tipo de experimento ajuda a ampliar a consciência sobre como se lidera hoje, e onde há espaço para crescer em flexibilidade e intenção.
Porque liderar com mais consciência também significa sair do piloto automático.
Quando usada com propósito, a IA se transforma em uma parceira para desenvolver novas lentes, novas posturas e novas decisões.
Não é preciso abandonar o estilo atual.
Mas sim expandi-lo.
Esse olhar para a liderança abre espaço para discussões ainda mais amplas sobre impacto, cultura, mudança e como organizações evoluem de verdade. Mas isso é tema para outro post. 🙂
Texto publicado por Rica Retamal.